Sunday, March 27, 2011

ALDEIA DE ALTE

As estreitas ruas de Alte revelam uma aldeia que apesar de não ser pequena, resistiu ao turismo desenfreado que assolou o Algarve. Apesar de nos encontrarmos a cerca de 40 quilómetros da costa, respiramos uma atmosfera completamente diferente que as estâncias balneares nos habituaram. Sem sombra de dúvidas aqui estamos no campo, na tranquilidade das estradas quase desertas, observando gente pacata que leva a sua vida num ritmo pausado, talvez pelo clima abrasador no Verão que desaconselha a grandes correrias.

À vista geral, Alte é um aglomerado de casas brancas de telhados vermelhos que se amontoam pela encosta pouco inclinada da serra.

Quando cá estiver, pare o carro e ande a pé. Percorra as calçadas e escadarias que a atravessam e sinta o espírito da aldeia. O posto de turismo pode ser um bom ponto de partida e por debaixo deste, a olaria onde encontramos uma inglesa que faz azulejos à moda de Alte. Paradoxal no mínimo, porém encontramos algumas peças baratas e interessantes para levar de "recuerdo".


Fotos da Aldeia, Fonte Grande, Fonte Pequena e Cascata (Pêgo do Vigário)



Wednesday, October 20, 2010

Ter de pagar para... poder pagar!

Conversa entre contribuinte e estado:

 Contribuinte: Gostava de comprar um carro.

Estado: Muito bem. Faça o favor de escolher.

Contribuinte: Já escolhi. Tenho que pagar alguma coisa?

Estado: Sim. Imposto sobre Automóveis (ISV) e Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA).

Contribuinte: Ah... Só isso.

Estado: ... e uma coisinha para o pôr a circular: o selo.

Contribuinte: Ah!..

Estado: ... E mais uma coisinha na gasolina necessária para que o carro efectivamente circule. O ISP.

Contribuinte: Mas... sem gasolina eu não circulo.

Estado: Eu sei.

Contribuinte: ... Mas eu já pago para circular...

Estado: Claro!...

Contribuinte: Então... vai cobrar-me pelo valor da gasolina?

Estado: Também. Mas isso é o IVA. O ISP é uma coisa diferente.

Contribuinte: Diferente?!

Estado: Muito. O ISP é porque a gasolina existe.

Contribuinte: ... Porque existe?!

Estado: Há muitos milhões de anos os dinossauros e o carvão fizeram petróleo. E você paga.

Contribuinte: ... Só isso?

Estado: Só. Mas não julgue que pode deixar o carro assim como quer.

Contribuinte: Como assim?!

Estado: Tem que pagar para o estacionar.

Contribuinte: ... Para o estacionar?

Estado: Exacto.

Contribuinte: Portanto, pago para andar e pago para estar parado?

Estado: Não. Se quiser mesmo andar com o carro precisa de pagar seguro.

Contribuinte: Então, pago para circular, pago para poder circular e pago por estar parado.

Estado: Sim. Nós não estamos aqui para enganar ninguém. O carro é novo?

Contribuinte: Novo?

Estado: É que se não for novo tem que pagar para vermos se ele está em condições de andar por aí.

Contribuinte: Pago para você ver se pode cobrar?

Estado: Claro. Acha que isso é de borla? Só há mais uma coisinha...

Contribuinte: ... Mais uma coisinha?

Estado: Para circular em auto-estradas...

Contribuinte: Mas... mas eu já pago imposto de circulação.

Estado: Pois. Mas esta é uma circulação diferente.

Contribuinte: ... Diferente?

Estado: Sim. Muito diferente. É só para quem quiser.

Contribuinte:: Só mais isso?

Estado: Sim. Só mais isso.

Contribuinte: E acabou?

Estado: Sim. Depois de pagar os 25 euros, acabou.

Contribuinte: Quais 25 euros?!

Estado: Os 25 euros que tem de pagar para andar nas auto-estradas.

Contribuinte: Mas não disse que as auto-estradas eram só para quem quisesse?

Estado: Sim. Mas todos pagam os 25 euros.

Contribuinte : Quais 25 euros?

Estado: Os 25 euros é quanto custa o chip.

Contribuinte: ... Custa o quê?

Estado: Pagar o chip. Para poder pagar.

Contribuinte: Não perceb...

Estado: Sim. Pagar custa 25 euros.

Contribuinte: Pagar custa 25 euros?

Estado: Sim. Paga 25 euros para pagar.

Contribuinte: Mas eu não vou circular nas auto-estradas.

Estado: Imagine que um dia quer? Tem que pagar.

Contribuinte: Tenho que pagar para pagar porque um dia posso querer?

Estado: Exactamente. Você paga para pagar o que um dia pode querer.

Contribuinte: E se eu não quiser?
 Estado: Paga multa!

Monday, July 26, 2010

I N D I A


Dia 1 e 2

Lisboa - Chennai...
Chegamos. As muitas horas de aviao ate passaram bem.
A chegada a Chennai foi um espetaculo. Eu achava que eles conduziam a esquerda mas deixem me dizer que eles conduzem 'por onde passa'. Para alem disso as diferencas sao brutais... Nao da para tentar estabelecer comparacao com America latina por exemplo.. Nao ha comparacao possivel.
Em relacao a fotos vai ser muito complicado... vamos tentando..
Vamos seguir hoje para Puducherry... comboio, segunda classe (a mais baixa e unica disponivel) :)
O tempo esta um bafo que nem se pode... chuva? ZERO! umas pinguinhas ajudavam...



Dia 3 e 4

Chegamos a Puducherry na noite do 2. dia. Um espectaculo.  Depois de mil voltas a procura de hotel (tudo esgotado) la encontramos um muito catita, eu diria msmo grande nivel. "'E uma aldeola osteira, boa onda com o bafo do costume e j'a com alguns turistas. O centro continua a ser ca'otico. IMpOSSIVEL!
Ao quarto dia seguimos para Trichy. "e mais um  caos, vai ser se o um dia, alguns templos e at'e logo.
Amanha seguimos para Cochi. Entramos na regiao de Kerala. Mudamos de ares.


Dia 5

O dia 5 foi o ultimo em Trichy. Viajamos ate a confusao onde se encontra o Rockfort Temple (Indu) e visitamos tambem a Igreja de Lurdes . Depois da vertente cultural enveredamos por uma onda mais consumista e andamos nuns mercados de rua. Compramos duas pseudo tunicas.
No final do dia iniciamos a viagem para Cochi (durou toda a noite)


Dia 6 e 7

6 da manha e chegamos a Ernakulam. Diagmos que Ernakulam e Setubal e Cochi (para onde vamos) e Troia. Em Ernakulam reservamos ja todas a viagems que vamos fazer. Por muito que nos custe tem de ser assim, pois os Transportes aqui estao sempre a pinha. Mais descansados apanhamos o "ferry" para Fort Cochin.(nao estabelecam aqui a comparacao com os derrys de Setubal)
Para vos situar um pouco Vasco da Gama chegou a cochim em 1503 e edificou um forte (dai o nome Fort Cochim). Acabou por viver ca e morrer em 1524, sendo sepultado na igreija se Sao Francisco. Ao fim de 14 anos foi transportado para Lisboa. "Meusssss amigossss... foi aqui...."
Depois de ontem termos visto as redes de pesca chinesas e o museo Indo-Portugues fomos relaxar. O dia de hoje (dia 7) foi mais agitado. Corremos montes de Igrejas, Sinagogas, Templos Indus, mercados de especiarias, fabricas de velas... uma correria mas o mais interessante foi ter presenciado a saudavel harmonia entre catolicos, indus e muculmnos; Aqui todos se relacionam, respeitam e colaboram. Grande exemplo.
Vamos ver se entram umas fotos


Dia 8, 9 e 10

Apesar de por vezes nao parecer isto vao sendo umas ferias e como tal no dia 8 nao fizemos nada. Bom almoco, bom jantar, boa conversa... Voltando so a comida: E um espectaculo! Maior parte das vezes transpiro mais a mesa do que ao sol... e muito condimentada, sentem-se mil e um sabores diferentes...enfim... cada refeicao e uma aventura.
No dia 9 a aventura deu-se nas "backwaters". E uma zona de canais onde se circula em velhas canoas e com uma paisagem envolvente espectacular. Foi um dia muito bem passado e de tremenda tranquilidade.
Dia 10 iniciou-se com uma forcada ida a cidade alterar alguns horarios de comboios. A confusao. Sair do paraiso que e Cochin para ir a Ernakulam e o panico. Ficou resolvido ao inicio da parte.
Os proximos dias vao ser intensos e muito possivelmente sem tempo para aventura cibernauticas. Vamos viajar de Fort Cochin para Mangalores, depois Margao (Goa) e depois Mumbai. As paragens serao de um dia ou ate menos. Vamos passar 4 dias a Mumbai e depois descemos para um merecido descanso em Goa.



Dia 11

Ultimo dia em Forte Cochin. Comecamos bem cedo e saimos a caminho da ilha Vipeen. Ja na ilha apanhamos um autocarro que nos deixou perto da praia Cherai. Um local engracado, pouco areal mas giro. Depois de algumas horas e dois geladinhos depois voltamos a Chocin. Saimos daqui a pouco para Mangalore. Viagem durante a noite.
Em relacao ao tempo as coisas continuam a correr bem. Chove muito pouco e quase sempre de noite. As moncoes parecem estar a afectar as regioes mais a norte.


                                    

Dia12 e 13
Apos 45 minutos dentro de um rickshaw em plenos caminho de cabras la chegamos a estacao. Viagem tranquila durante a noite e chegada a Mangalore. Nao se passa nada. Pouco fizemos e pouco vimos. Alguma chuva, engano na estacao, uma acorda e la acertamos na estacao. Nao perdemos o comboio por pouco. Depois contamos pormenores.
No dia 13 de manha chegamos a Margao. Cidade gira e ainda com um cheiro muito intenso a Portugal. Nas vestes das pessoas, nos nomes das lojas, na arquitectura das casas e na lingua. E verdade, algumas pessoas ainda falam portugues. Goeses e descendentes destes continua a falar. Apos algumas pratas compradas apanhamos o comboio para Mumbai. Mais uma jornada.



Dia 14
Chegamos a Mumbai. Mais uma acorda porque nao reservamos hotel, mais um banhanco de um taxista mas acabou por ficar tudo resolvido antes das 9 da manha.
Arrancamos para a baixa, estivemos junto da Porta da India e do Taj Mahal Palace, que reabre amanha. Ardeu ha uns tempos. Seguimos paraa ilha do Elefante... grande templo! No finaldo dia ainda percorremos a baixa. Produtivo!
Estamos a meio da nossa jornada e em genero de retroespectiva o saldo e positivo. Como seria de esperar. Aspecto positivos, a comida, os cheiros e as cores, as gentes de Forte Cochim e da zona de Goa, as paisagens da mesma regiao...
Aspectos menos bons a extrema pobreza, a falta de higiene desta gente (nao ha um recanto limpo, nao ha um rio em que se veja o fundo; e mesmo um exagero), e a vertente comercial das pessoas. Tudo e dinheiro, tudo gira em torno disso. E giro entrar em negociacoes por aqui. Ja fomos bem enganados como tambem baixamos precos para menos de 1/4, mas e cansativo... tudo mas mesmo tudo tem de ser negociado... e o marroquino sou eu?!
Para alem disso e ao contrario do que esperavamos a vertente espiritual aqui e pouco evidente, apesar de existir uma salutar e de louvar relacao entra as mais diferentes crencas.
Vamos ver o que ai vem.



Dia 15 e 16

Acordar cedo e rumar a Chopati Beach. Praia gira, envolvencia mais rica, digamos que o Parque das Nacoes ca do sitio. Porem o que ao longe parecia uma praia de calhaus era na realidade um areal coberto de sacos e lixo... banho?! o Lonely Planet desaconselha: toxicidade elevada.
De seguida visitamos o museu de Gandi que na pratica e a casa onde ele ficava quando se deslocava a Mumbai.. muito interessante e boa descricao do seu percurso. Mais um templo Hindu e outro Muculmano e esta feito o dia.
No 16 marcamos visita ao Slum (favelas) e descansamos.


Dia 17

Antecipamos a nossa ida para Goa e na tarde visitamos o Dharavi Slum.  Nao vos consigo transmitir o que la vimos... para quem viu o filme Slum Dog Millionaire acaba por ser a melhor forma de terem uma ideia de onde andamos. Na noite seguimos para Goa.

Dia 18

Saimos de Mumbai as 22h do dia 17 e chegamos a Goa no dia 18 as 20h. Foi um filme. O comboio veio sempre muito lento (choveu muito e as condicoes nao eram as melhores) mas como se nao chegasse uma parte da linha foi mesmo encerrada. Seguimos de autocarro pelo meio da montanha, depois comboio novamente... entretanto as horas passavam a malta sem comida nem bebida, tudo nervoso... entre gritos e malta a cortar a linha com barrotes (aqui vale tudo) la nos serviram um arrozinho e umas garrafas de agua. Esta malte e muito tranquila... enfim, la chegamos.


Dia 19
Passamos o dia em Old Goa. Espectacular. Monumentos atras de monumentos... vestigios arqueologicos da nossa passagem por estas bandas... vale muito a pena passar por esta que ja foi nos seus tempos aureos comparada a Lisboa. A nossa pegada aqui e enorme,  e nao fossem ordens vindas de Lisboa para destruir monumentos antes da nossa saida e a coisa seria bem mais impressionante. As ruinas de Santo Agustinho sao algo de impressionante.
No final do dia passeamos um pouco pela a actual capital de Goa, Panjim.



Dia 20

Acabamos de almocar um mais um grande piteu num restaurante que ontem a noite tinha como musica de fundo: ponho o carro tiro o carro... o homem e o maior!
De manaha passeamos por Dona Paula e Miramar. No primeiro caso vale a pena pela vista. Tem um pequeno mirador sobre o mar e umas enseadas bem catitas. No segundo nem por isso.. uma praina mas como ja vos disse, nao sao o ponto forte ca do sitio.
Vamos agora rumar a Candolim e descansar o resto do dia.
Beijos e Abracos


Dia 21

Acordar em frente a praia, so se ouve o mar...  bem bom. Estamos num sitio muito louco. Chegamos ontem a tarde descansamos e aproveitamos a praia para um passeio. Hoje, dia 21 alugamos uma scooter e rumamos ate Vagator e Chapora. Aqui existe um enorme (em ruina) forte Portugues. A vista la de cima e impressionante. No caminho de volta fomos percorrendo umas praias e uma aldeolas. Depois de almoco rumar ate Forte Aguada e ao seu farol. Este sim bem conservado e tambem ele imponente. Terminamos o dia no nosso cantinho a beira mar plantado.





Dia 22

Rumamos a MArgao. Daqui saimos para Hampi no dia 24 pela manha. Vamos tentar faze umas comprinhas amanha. Hoje aproveitamos a tarde para visitar a praia de Colva e Benaulim. Sem duvida a melhor praia que ja visitamos por aqui.


Dia 23

Andamos as voltas nos mercados e lojas regateamos, regateamose regateamos... estou a ver um fio e uma pulseira que neste momento esta a custar 600 rupias. Para terem uma ideia comecou em 3500. Sao uns abusados. Vim embora... depois de almoco faco nova investida... vamos la ver onde chega.
Daqui a pouco vamos dar um saltinho a Chandor. Depois conto-vos.
Ja demos a voltinha. Visitamos uma mansao enorme da familia Branganca. O giro e que esta mansao foi dividada ao meio como heranca para duas partes da familia. Uma delas encontra-se muito mal cuidade, com o cota gordo que dizia nao beber ha 20 anos mas eu acho que era mais 20 minutos. Acho tambem que o patrimonio da familia anda espalhado or esse mundo fora pois o Cota queria oferecer-nos um livro de medicina de ha dois seculos... 'levem,,,issso nao me serve para nada'... enfim.
Do outro lado uma senhora muito bem parecida, a casa brilhantemente cuidada e com objectos dos 4 cantos do mundo, de todas as colonias, do Brasil a Macau... Africa... muito giro.




Dia 24

Seguimos cedo para Hampi. Estamos alojados num quartito mesmo junto do rio, enorme que corre 'barrento' e com uma forca... a vila e muito gira e muito tranquila. Existem monumentos a cada esquina. Hoje vimos apenas o templo mesmo aqui na  vila e mais umas estatuas de Ganesha na colina.


Dia 25

Rumamos em mais uma de nossas caminhadas. Corremos montes de templos (tudo Hindu), colina acima colina a baixo... um dia muito produtivo. O Almoco foi num restaurante a beira rio.. grande tranquilidade.





Dia 26

Choveu toda a noite mas o dia acordou bem disposto. Alugamos duas bicicletas e fizemo-nos a estrada. Os templos de hoje ficam mais longe e temos de queimar as calorias acumuladas nestes dias. O que seria uma viajem de 3, 4 horas passou a 6 num apice. Os rios a transbordar, estradas cortadas.... pedalamos, pedalamos, pedalamos... valeu a pena. Grandes templos, grandes paisagens.







Dia 27

Dia tranquilo aqui em Hampi. Pequeno almoco mais tarde, lojinhas, almoco no tal restaurante a beira rio... ao fim do dia seguimos para Bengalore, depois Chennai e depois casa... Esta a acabar.


Dia 28

Chegada a Bangalore. Cidade grande, muita confusão e nada de especial. Acabamos por não fazer nada de especial. Comboio ao fim do dia para Chennai.

Dia 29

Chegada a Chennai... umas compras de ultima hora, Hotel, aeroporto... mas espera. Ate aqui eles nos conseguirm surpreender. Assim que entramos na zona do check-in surge um funcionario do aeroporto a propor-nos trocar de voo, fazer mais uma escala em Dheli a troco de 250 libras se nao me engano. Isto é só malucos... como é possivel... São mesmo uma malta diferente.

Deixo-vos com esta imagem do ultimo dia em Hampi... Um grande dia com um final maravilhoso.


Thursday, April 03, 2008

Costa Rica e "Panama"


Dia 24 e 25

De volta a San José e de volta a Lisboa

Dia 20 a 23

Parque nacional CORCOVADO

Dia 18 e 19

Viagem Bocas del Toro - David - Paso Canoas - Golfito - Puerto Jimenez

Ficamos um dia em Puerto Jimenex preparando a viagem ao Parque Corcovado


Dia 16 e 17

Bocas Del Toro

Dia 15



Oito da manhã e já navegamos até à barreira de coral... Vamos fazer "snorkling" (oculos, tubo e barbatanas)... Paramos a meio caminho para o black apanhar umas sardinhas que viriam a servir de isco para peixes mais graudos...

As imagens foram brutais... peixes de mil cores, formas, tamanhos... corais de todos os feitios... os maiores eram impressionantes... Na volta passamos pela praia... melinho...

Na tarde fomos a um centro de reabilitação de preguiças... é o unico no mundo e desenvolvem um trabalho espectacular... os bichos são a loucura...




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Dia 14

Abro a janela do primeiro andar e sinto as ondas tocarem-nos os pés... o sol ainda molhado solta-se do mar reflectindo o seu encanto... encanto que nos fere os olhos que se fecham tentando não perder a imagem...
Pela manha a caminha habitual pela Playa Blanca... do mais paradisiaco que pisamos... Cahuita é a tipica aldeola à Bob Marley... De Costa Rica pouco se vê aqui... black people, great mood, rastas, bicicletas, a Maria Joana, cotas sempre com ela... No woman No Cry...







Dia 13

Passamos o dia em viagem... não há grande história... 6h de Samara a San José e 4 de San José a Cahuita... Estamos em pleno Caribe Costa Ricense...



Dia 12

Saltamos da camas as 7h da matina e num instante conseguimos boleia... uma bifa nao sei muito bem de onde vivia numa comunidade no meio da serra... pareceu-me uma cena hippie... Fomos ao quarto arrumar a tralha e zarpamos para Samara.






Dia 11

Pela manhã percorremos mais um pouco da Playa Guiones até à Playa Pelada... mais um paraiso... não se vê ninguem... Entre banhos e macacadas estava passada a manhã..Após almoço tipico na Rosi decidimos tentar chegar a Osteonal... Osteonal faz parte de um reserva onde nesta altura do ano milhares de tartarugas saem do mar para depositar os seus ovos... o problema, por incrivel que parece, é não existir nada organizado para la chegar-mos... o que se poderá conseguir mas só com "cunha2 e se lhes apetecer será um taxi que cobra mil contos para nos levar lá... para vir será outra açorda... Já que põe as coisas nestes moldes arrumamos uma mochila com bens esssenciais, lanternas e afins e abalamos... tendo em conta que se tem de atravessar 3 rios... não há-de ser nada...

E não foi... ao fim de 15 minutos já tinhamos conseguido boleia... um america louco que trabalho no Medio Oreinte mas para o governo Norte Americano na construção de um satelite ou algo parecido... enfim, isso não era nada, oque me preocupou foi o gajo ter a mania que era cowboy... no primeiro rio iamos la ficando com o carro a fumegar pot todo o lado e agua pelo capot... ganda cromo... mas la chegamos...são sete da noite (maré vazia) e as tartarugas só saem mais perto da maré cheia... 23h/24h.. começamos por fazer o reconheciemnto da praia... acabamos por ver 4 cadaveres de tartaruga a serem devorados por uma especie de abutres e por uma matilha de caes selvagens com uma beca de mau aspecto... Chovia bué, o céu estava cada vez mais escuro, o que com a areia negra não nos possibilitava ver muito bem... (não se via um cu)

Optamos por voltar a aldeia e jantar por ali... no unico café que havia... por volta das 22 iniciamos a nossa caminhada, após alguma hesitações... estamos os dois no meio do nada e já há bastante tempo que não se passa nada... resolvemos voltar para trás e não foi preciso esperar mutio... segundos antes de tropeçarmos vimos a primeira... acompanhamos todo o proceso (+/- uma hora) até que ela desaparecur no mar... estamos no meio do nada, não se vê nada... tartarugas, nós e o mar... impressionante...

No final e como era de esperar não foi possivel regressar... no café onde jantamos o pessoal (uns menos bebados que outros) ainda nos tentaram orientar boleia mas o maximo que conseguiram foi um quarto de madeira e telhas de zinco... muito pó, bichos mas um espectaculo depois de todos aqueles quiulometros...








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Dia 10

Resolvemos deixar Playa Negra... Tendo em conta que há dois dias que andamos na onda das boleias nao quisemos perder o habito...Boleia até Paraiso, caminhada até ao cruzamento onde se apanharia o bus... como este só vinha lá para as tantas... isso mesmo boleia... 40km de pick-up, rios, vistas de mar espectaculares... Playa Lagarto é espectacular, Playa Osteonal imensa... até que finalmente chegamos a Playa Guiones. Brutalmente, como nunca pensei, enganados pela Biblia (Lonely Planet) subimos até à "cidade"... nada, nada, nada... em Nosara não se passa rigorosamente nada... almoçamos por ali e esperamos pelo bus com mil e quinhentos anos que só passa duas vezes por dia... antigo bus das escolas americanas (amarelos) só que em vez de vidros ja tem chapas de zinco, portas soldadas... bora!

Acabamos por arrumar a tralha na Lucy´s House, a primeira pessoa que nos abordou quando chegamos de manha... no comments... Agora quero é praia...








Dia 9

Playa Avellana... Metade a pé metade à boleia la chegamos... area fina, banhos de sol e de mar... boa vida... no final uns grandes batidos mesmo de frente para a praia.. Na tarde voltamos ao encanto da nossa Playa Negra...







Dia 8

Sentados debaixo do telheiro da nossa cabana, ouvem-se as ondas na Playa Negra... este verde que nos envolve estende-se até lá numa onda constante que morre ao tocar o mar, que chega sem cessar...
Acorda-se bem cedo sem o sacrificio do acordar da grande Lisboa, enfia-se o chinelo no pé e caminha-se ate á praia... o mais parecido com a expressão hora de ponta sãoos carreiros de formigas carregadas de folhas q se atravessam no caminho... ou nós no delas... fomos caminhando sem destino entre o verde dos coqueiros e o azul turquesa do mar... a areia passa de branca a negra tão depressa como as ondas se sucedem no mar... mil conchas e conchinhas, partes de coral...
Na volta cruzei-me com o bacano da cabana onde estavamos... vinha com a sua 7:5 debaixo do braço: - "do u want it?" ... -Oh meu amigo... metrinho tranquilo, sem muita porrada e com pouco surf porque o nivel não dá para mais que pouco... mais um sonho... sentado na tabua, o calor da água, o silêncio do mar... Pura Vida!
De regresso à cabana cozinhamos um platano (especie de banana) coisa tipica do Ticos (habitantes C. Rica) com um franguinho e um arroz à Pintarilio...
Por aqui vamos ficar... nesta tranquilidade que tudo questiona..
No final do dia e sem nada por isso fazer a bela da futebolada... meio campo luso brasilerio, defesa francesa, alas espanholes... deu merda!
Na tarde uma molhazita a caminho do super... no passa nada!












Dia 7

Saimos as 6h da manhã...
Monte verde - Lagartos 2h caminho cabra/30 km
Lagartos - Liberia 2h alcatrão/55 km
Liberia - Santa Cruz 2h alcatrão/50 km

Santa Cruz

Imagine o fim do mundo, 40º e uma humidade tão grande que toda a gente anda com um lenço na mão... nós estamos aí... Tivemos de ir a um super trocar de roupa... entre as caixas registadoras e a casa de banho trocamos de roupa e fizemos a toilette... depois muita água, papai e bananas... ganda almoço... Ao fim de 3 horas apanhamos um Bbs para Paraíso ( esqueçam Santa Cruz... o fim do mundo é aqui)... O resto do caminho foi á boleia até Playa Negra.
Mais mortos que vivos pousamos as coisas e fomos para a praia... o sol quase a por-se, a agua quente um cão louquissimo que não nos larga... depois do banho vemsentar-se ameu lado e ficamos ali a apreciar o mar... lindo... que paz!










Dia 6

Saimos bem cedo mas como qualquer Tuga que se prese perdemos o autocarro... "vamos a pé"... depois de uma hora alguma lama e chuva chegams à reserva Bosque Nuboso... já no bosque parece noite... arvores enormes sons de passaros que nunca ouvimos, insectos, água a correr por todo o lado... bonito mas já estou farto de andar...
Na tarde fomos a outro bosque onde existem pontes ao nivel da copa das arvores... muito louco, algumas assustadoras mas imagens incriveis...
Na noite copos e conversas com pessoal de todos os cantos do mundo... gente com vidas cheias de sumo... encontramos um Zuca e um Tuga de Luanda ambos buscando as suas Costariquenas... Lindo!




Dia 5

Saída de la Fortuna,,, Deixamos bem cedo a casa das chucas... Vamos fazer uma travessia mais curta... jeep-boat-jeep... vamos atravessar o Lago Arenal e voltamos a panhar um jeep (carripana) até Monteverde... Chegamos relativamente cedo mas apartir das 14h já é muito tarde para se fazer seja o que for... o sol põe-se cedo e apartir das 15h o mais provavel é chover... fomos só dar uma volta pela aldeia... Não é que choveu mesmo...





Dia 4

Que Dia... Rafting!

Foi muito louco. Começamos o dia com a noticia que possivelmente nao iriamos fazer rafting como planeado. A grande chuvada durante a noite aumentou de tal forma o caudal do rio que deixou de ser seguro fazermos a descida... havia a hipotese de fazer noutro rio mas aguardavamos confirmaçao... Ao fim de hora e tal de seca confirmou-se a descida.
Foi a loucura... a betinha ao segundo rapid baldeou-se de tal forma que so nao caiu ao rio porque ficou presa por uma unha... uns rapids mais a frente a Holandesa tambem ficou por um fio... nao foi tao perigoso como achava que poderia ser mas teve os seus momentos... quando apanhavamos zonas mais calmas apercebiamo-nos da grandeza e beleza do sitio onde estavamos... pareces verdes que se estendem ate ao seu... animais por todo o lado... Lindo! Foram mais ou menos duas horas de descida recompensada no final com o manjar de frutas.... Nao me estico mais... deixo-vos com as fotos...





Dia 3

Acordamos bem cedo... desta vez nao chuvia. Apanhamos um taxi que nos levou ate as cascatas de La Fortuna... caminho de cabras mas no final imagens brutais... uma imensidao de verde, fauna que nunca tinhamso vistos e uma queda de agua impressionante... as pontes sao lindas, abanam bue... foi a risada... no final deveriamos ter voltado para trás mas resolvemos atravessar o rio e seguimos por um trilho que nos levava sabia Deus onde... acabamos por subir ate uma zona onde se iniciavam os passeios a cavalo... nao deviamnos estar ali mas como qualquer bom tuga enfiamo-nos num tractor e regressamos á civilizaçao...No final da tarde organizamos o rafting para o dia seguinte e fomos beber um belo coktail com uns amigos Holandeses...






Dia 2

Chegamos minha gente...
San José é uma capital bastante pobre e com pouca coisa para se ver... chegamos as 21h e ainda antes das 9h da manha já rumavamos a La Fortuna perto do Vulcao Arenal. Estamos num Hostel tipico de backpakers que tem dois hospedes muito especiais... dois coelhos mil vezes mais amistosos que a minha gata... o que devo confessar nao ser muito dificil.
Na tarde tivemos numa zona de termas que foi transformada em spa.. piscinas e mais piscinas, cascatas... tudo de agua a escaldar... o mais louco foi chover a potes e nos dentro de agua a rondar os 39 graus... lindo... Choveu a tarde toda. como prognosticavam os mais viajados começou a chover as 14h e te as 20h nao parou um minuto... um bafo que nao se pode mas chove, chove, chove... ninguem tem o contacto do Noé?













Dia 1

Pois é minha gente... è hoje que se inicia mais uma daquelas jornadas que tanto adoro... Como se vê já aprendi qualquer coisa em relação à anterior... não existe rota nenhuma assinalado no mapa... aliás nem sei onde vou dormir amanha à noite... LINDO! Há ai uma gente quem tem um autocarro onde dormir (ver blog João Ribeiro) mas isso para mim são mordomias a mais...
Meus caros vou fazer a mal que está quase na hora de abalar... amanha vai ser Lisboa - Newark - San José... depois conto como foi....